Neste kit com 3 livros, Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, Os Bruzundangas, de Lima Barreto, e Bicentenário da Independência, de Thiarles Soares, o leitor conhecerá não apenas 3 pensadores distintos, mas terá uma visão de Brasil abrangente e ousada que vai no âmago das vicissitudes brasileiras que nenhum livro de sociologia dará. A Editora Nova Ágora oferece esta seleção que une literatura clássica e contemporânea, estimulando a reflexão crítica sobre a história, a cultura e as contradições do país. Ideal para leitores que valorizam análises profundas e múltiplas perspectivas, este kit reforça nosso compromisso com a publicação de obras que ampliam o entendimento humanístico e filosófico do Brasil. Uma experiência única que enriquece o conhecimento e desafia paradigmas tradicionais.
Brás Cubas é a encarnação da mediocridade da fé brasileira, uma fé movida por achismos e moralismos exteriores, mas que não se aprofundam na casca. O homem medíocre é como um boi ruminante pastando um vasto pasto de capim inebriante, com toda sorte de torpor aos sentidos, vai se esvaindo e sumindo-se nos prazeres externos, e nos medos externos, e se apaga, até quando é chamado para o abate, e ainda rumina, mas não percebe que seu fim está próximo. Este é o mundo que Brás Cubas expõe sem esgotar, já que a mediocridade e o pessimismo dela é um mar que não se enxerga o fim.
Sobre o livro Bicentenário da Independência
Thiarles Soares Silva é um escritor brasileiro e publica seu livro de estreia no gênero ensaio/dialógico, com uma obra de não-ficção chamada Bicentenário da Independência, comemorativa pelo Bicentenário da Independência. Um trabalho que é, na intenção do autor, um diálogo aberto com a Brasilidade, dialogando com as grandes obras não-ficcionais ao povo brasileiro que ajudaram a moldar o pensamento nacional, entre elas a Carta de Achamento do Brasil e os Diálogos das Grandezas do Brasil, são obras que influenciaram a construção de um pensamento nacional e possibilitaram sua posterior independência. São obras que construíram a nacionalidade. Mas o autor denuncia um grave problema que se abateu sobre a nossa cultura; ao longo dos anos, a cultura e o senso de patriotismo brasileiro foi decaindo até o que ele considera o “silêncio abissal” em pleno bicentenário. O que era para ser o novo ápice da cultura nacional, tornou-se no decreto de seu estado moribundo. Ainda há espaço para o patriotismo no Brasil? Esta palavra ganhou ao longo do século XX conotações negativas, por isso, toda a classe falante nacional procurou se afastar dela.
Em Os Bruzundangas, Lima Barreto cria uma das mais mordazes caricaturas da sociedade e da política brasileiras. Sob o pretexto de descrever uma distante e imaginária república chamada Bruzundanga, o autor revela, com ironia e humor corrosivo, os vícios de uma sociedade dominada pela aparência, pelo privilégio e pela corrupção.
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